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Sepultados sob a ignorância de nós mesmos

Naquele momento, no alto do Monte Morco, tudo era nítido e luminoso; no entanto, a escuridão daquela noite mantinha-se estagnada no fundo da alma de Don Fabrizio. O seu mal-estar assumia formas penosas e vagas; não era provocado pelas grandes questões que o Plebiscito começara a resolver: os grandes interesses do Reino (das Duas Sicílias), os interesses da sua classe, os seus privilégios saíam de todos aqueles acontecimentos um tanto ou quanto amachucados mas preservados no essencial; dadas as circunstâncias não seria legítimo pedir mais; o seu mal-estar não era de natureza política e devia ter raízes mais profundas, enterradas num daqueles pretextos a que chamamos irracionais porque estão sepultados sob montões de ignorância de nós mesmos.  O Leopardo [Il Gattopardo]  Página 88  G. Tomasi de Lampedusa  1958 dC  Editora: Visão
A autoridade das Escrituras não é tanto uma verdade a ser defendida, como a ser afirmada. Dirijo esta observação particularmente aos evangélicos conservadores. Lembro-me do que o grande Charles Haddon Spurgeon disse uma vez em relação com isto: “Não há necessidade de defender um leão que está a ser atacado. Tudo o que tens que fazer é abrir o portão e deixá-lo sair”. Temos de recordar frequentemente a nós mesmos que é a pregação e a exposição da Bíblia que realmente estabelecem a sua verdade e autoridade. Creio que isto é mais verdadeiro hoje do que nunca – certamente mais verdadeiro do que tem sido nos últimos dois séculos.