A autoridade das Escrituras não é tanto uma verdade a ser defendida, como a ser afirmada. Dirijo esta observação particularmente aos evangélicos conservadores. Lembro-me do que o grande Charles Haddon Spurgeon disse uma vez em relação com isto: “Não há necessidade de defender um leão que está a ser atacado. Tudo o que tens que fazer é abrir o portão e deixá-lo sair”. Temos de recordar frequentemente a nós mesmos que é a pregação e a exposição da Bíblia que realmente estabelecem a sua verdade e autoridade. Creio que isto é mais verdadeiro hoje do que nunca – certamente mais verdadeiro do que tem sido nos últimos dois séculos.
"(...) My daughter, she has no use for night runners. You know, her first language is not Luo. Not even Swahili. It is english. When I listen to her talk with her friends, it sounds like gibberish to me. They take bits and pieces of everything - English, Swahili, German, Luo. Sometimes, I get fed up with this. Learn to speak one language properly, I tell them." Rukia laughed to herself. "But I am beggining to resign myself - there's nothing really to do. They live in a mixed-up world. It's just as well, I suppose. In the end, I'm less interested in a daughter who's authentically African than one who is authentically herself." It was getting late; we thanked Rukia for her hospitality and went on our way. But her words would stay with me, bringing into focus my own lingering questions.
Comentários
Tenho vindo ler esta citação várias vezes, em vários dias, a ver se a absorvo.
A imagem do leão é linda. É isso mesmo. É isso que também penso sobre a pregação, que é tentar ao máximo trazer aos crentes o conteúdo da Bíblia, principalmente quando acreditamos que a nossa vida é guiada pelo Espírito Santo. De certa forma, "não temos nada que intervir".
Mas por outro lado, o que é que estamos a excluir ao certo? O que é "defender o leão"?
Não me imagino a excluir, por exemplo, a apolegética (que é a defesa da fé por definição) da teologia e da evangelização. Não é precisa? E mesmo que não seja precisa, como pode um crente entusiasmado e comprometido não a fazer?
Esse livro também mora cá em casa. Ainda hei-de dar-lhe uma espreitadela. Já o li há muitos anos, mas na altura, ficou-me muito pouco.
Não me parece que seja tanto uma questão de excluir alguma coisa nossa, porque, usando a metáfora do Apóstolo Paulo, continuamos a ser “soldados de Cristo”. E os bons soldados não descuram nada na sua preparação e no seu equipamento. A apologética, por exemplo, como bem referes, é uma arma importante nestes dias confusos. O ponto é que a apologética nunca poderá tomar o lugar do “leão”. Será uma arma para lutar ao seu lado, mas não o pode substituir. Quando vemos a autoridade das Escrituras ser atacada, e isso acontece tanto, tanto no nosso tempo, já não com fogueiras ou pedras, mas, sobretudo, com palmadinhas nas costas, o que temos que fazer é libertar o “leão”, pregar a Palavra como Palavra de Deus.
Um aspecto interessante no texto é que Martyn Lloyd Jones (séc. XX), cita Spurgeon (séc. XIX), com perfeita actualidade para nós (séc. XXI). Cada vez mais me convenço que esta é uma luta intemporal. Mudam-se as ameaças e a estratégia do inimigo, mas o objectivo dele mantém-se.