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Para que serve a teologia

De certo modo, entendo muito bem porque algumas pessoas não querem saber de Teologia. Lembro-me de uma vez, quando fazia uma palestra na Força Aérea, que um velho e experiente oficial levantou-se e disse "Não sei para que serve todo esse palavreado. Mas saiba que também sou um homem religioso. Sei que existe um Deus. Eu senti-O quando estava sozinho, no deserto, à noite. Senti o grande mistério. E essa é a razão porque não acredito em todos esses seus pequenos dogmas e fórmulas sobre Deus. Para quem se encontrou com o ser verdadeiro, tais coisas se parecem tão mesquinhas, pedantes e irreais!" Ora, num certo sentido concordo inteiramente com essa pessoa. Creio que provavelmente ele tenha tido uma experiência real com Deus no deserto. E ao voltar-se dessa experiência para as crenças cristãs, penso que ele se voltava de algo real para menos real. Assim, também, quem estiver na praia, olhando para o Oceano Atlântico, e depois ir em busca de um mapa do Atlântico, também se...
Ele nos quer simples, sinceros, amorosos e dóceis, como as boas crianças, mas também quer que sejamos aplicados ao nosso dever com toda a nossa inteligência e com a nossa melhor disposição de combate. Não é pelo facto de se estar dando dinheiro a uma obra de caridade que se deva deixar de averiguar se essa obra de caridade não é fraudulenta. Não é pelo facto de se concentrar o pensamento em Deus mesmo (por exemplo, na oração), que se deva estar satisfeito com as ideias infantis que se tinha aos cinco anos de idade. Deus na verdade não ama menos a que não possui inteligência brilhante, nem o usa menos. Ele tem lugar para quem tem pouco discernimento, mas quer que cada um use a inteligência que possui. Não devemos dizer “seja bom e amável; quem puder, seja inteligente”, mas “seja bom e amável; mas não se esqueça de que, para isso, você tem de ser o mais inteligente que puder.” Deus não aprecia indolência intelectual, assim como não aprecia qualquer outra indolência. Se você está querend...
Uma coisa que caracteriza a acção do homem mau é que ele, se tem que renunciar a alguma coisa, exige que todo o mundo também o faça. Essa não é uma atitude cristã. O cristão pode achar conveniente renunciar a toda a espécie de coisas por motivos particulares: o casamento, comer carne, tomar cerveja, ou ir ao cinema; mas se começar a dizer que essas coisas são más em si mesmas, ou desprezar os que dela se servem, está no caminho errado.