13 de Novembro de 1887 – (Em Na Kandundo). Durante a noite fugiram dois escravos, uma mulher com o filho às costas e uma rapariga nova, que por sinal, pertencia a Cinyama. Esta manhã forma enviados vários bandos à sua procura, e a rapariga nova depressa foi apanhada. Ataram-lhe as mãos atrás das costas, tiraram-lhe a pouca roupa que trazia e deram-lhe uma tareia. Ouvi, depois, dizer que a outra também tinha sido apanhada, e saí, resolvido a livrá-la de tratamento idêntico, caso possível. Puseram-na ao lado da rapariga, que constituía um triste espectáculo, com o filho às costas e escorrendo sangue de um dos seios. Tiraram-lhe a criança, e um homem novo, mero rapazola, foi direito a ela e bateu-lhe na cabeça. Imediatamente fiz justiça por minhas próprias mãos e dei-lhe uma boa sova, prometendo fazer o mesmo a alguém que ousasse maltratá-la. Poderá alguém censurar-me por causa disto? Se a isso se sentirem inclinados, podem fazê-lo, mas não posso ficar quieto ao ver homens e mulheres indefesas cruelmente maltratados, pelo crime de procurarem alcançar a liberdade, sem fazer o possível para o impedir. Disse a Cinyama que pusesse a rapariga na cabana e avisei-o de que, se permitisse que ela sofresse mais maus tratos do mesmo género, ele e eu seguiríamos caminhos diferentes. Nada mais ouvi, mas voltei à minha cabana e chorei ao ver a desgraça desta gente. Só a Verdade de Deus poderá endireitar as coisas aqui, como em toda a parte.
"(...) My daughter, she has no use for night runners. You know, her first language is not Luo. Not even Swahili. It is english. When I listen to her talk with her friends, it sounds like gibberish to me. They take bits and pieces of everything - English, Swahili, German, Luo. Sometimes, I get fed up with this. Learn to speak one language properly, I tell them." Rukia laughed to herself. "But I am beggining to resign myself - there's nothing really to do. They live in a mixed-up world. It's just as well, I suppose. In the end, I'm less interested in a daughter who's authentically African than one who is authentically herself." It was getting late; we thanked Rukia for her hospitality and went on our way. But her words would stay with me, bringing into focus my own lingering questions.
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