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Unlike most humans, however, individual animals generally cannot be classified as gay or straight: an animal that engages in a same-sex flirtation or partnership does not necessarily shun heterosexual encounters. Rather many species seem to have ingrained homosexual tendencies that are a regular part of their society. That is, there are probably no strictly gay critters, just bisexual ones. “Animals don’t do sexual identity. They just do sex,” says sociologist Eric Anderson of the University of Bath in England.


(artigo completo aqui)

Ao contrário da maior parte dos humanos, contudo, os indivíduos animais geralmente não podem ser classificados como gays ou heteros: um animal que se envolve em flirts ou em parcerias com indivíduos do mesmo sexo não evita necessariamente relacionamentos heterossexuais. Em vez disso, muitas espécies parecem ter enraízadas tendências homossexuais que são um elemento natural das suas sociedades. Ou seja, provavelmente não há criaturas estritamente gay, apenas há bissexuais. "Animais não têm identidade sexual. Eles simplesmente fazem sexo", diz o sociólogo Eric Anderson, da Universidade de Bath, na Inglaterra.
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Estas observações sugerem a algumas pessoas que a bissexualidade é o estado natural entre os animais, talvez até mesmo o Homo sapiens, apesar das fronteiras de orientação sexual que a maioria das pessoas dão por garantidas. "[nos humanos] as categorias de gay e hetero são contruções socias", dis Anderson.
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Ainda para mais, a homossexualidade entre as espécies, incluindo os pinguins, parece ser bem mais frequente em cativeiro do que no estado selvagem. O cativeiro, dizem os cientistas, poderá trazer ao de cima comportamentos gay, em parte por causa da escassez de parceiros do sexo oposto. Acrescente-se ainda que um ambiente limitado aumenta os níveis de stress dos animais, o que cria uma maior ansiedade para aliviar o stress. Algumas destas influências poderão encorajar aquilo a que alguns investigadores denominam "homossexualidade situacional" em humanos que se encontrem em ambientes predominantemente com indivíduos do mesmo sexo, tais como prisões ou equipas desportivas.
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Investigadores esperam que certos melhoramentos [nas jaulas do zoológico] possam afectar o comportamento dos animais, tornando o ambiente mais parecido com o do estado selvagem. Um sinal possível das condições mais hospitaleiras poderá ser uma incidência de homossexualidade mais em linha com os valores dos animais da mesma espécie em estado selvagem. No entanto, algumas pessoas contestam a ideia de que os guardas do Zoo devam prevenir ou desencorajar o comportamento homossexual entre os animais à sua responsabilidade.

E se o cativeiro pode propiciar o que parece ser um nível anormalmente alto de actividade homossexual em algumas espécies animais, ambientes predominantemente de humanos do mesmo sexo poderão trazer ao de cima tendências normais que outros ambientes tendem a suprimir. Ou seja, alguns especialistas defendem que os humanos, como outros animais, são naturalmente bissexuais. "Devíamos denominar os humanos de bissexuais porque a ideia de homossexualidade exclusiva não descreve bem a condição das pessoas", diz Roughgarden. "A homossexualidade está misturada com heterossexualidade através das culturas e da história". 

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