quinta-feira, 21 de novembro de 2013









Se consegues pensar

sem fazeres dos pensamentos teus objetivos
















tua é a Terra
e tudo o que nela existe
e mais ainda,
tu serás um Homem, meu filho!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Quando chegar ao Céu, verei ali três coisas impressionantes: a primeira será encontrar muita gente que não esperava ver ali; a segunda será não encontrar muita gente que esperava ali encontrar; e a terceira, e mais maravilhosa de todas, será encontrar ali a mim mesmo.

sábado, 7 de setembro de 2013

Fiz-me acaso vosso inimigo, dizendo a verdade?

Gálatas 4:16

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Esta era a posição do judeu e do judaizante. Paulo os descreve como “procurando estabelecer a sua própria (justiça)”(Romanos 10:3). Esta tem sido a religião do povo comum, antes e depois deles. É a religião que se encontra nas ruas, hoje. De facto, é o princípio fundamental de cada sistema religioso e moral do mundo, excepto o Cristianismo do Novo Testamento. É um princípio popular porque é lisonjeiro. Ele diz ao homem que, se ele tão somente conseguir melhorar um pouco o seu comportamento e se ele se esforçar um pouquinho mais, conseguirá obter a sua própria salvação. 

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Olhai as pessoas seculares, para todo o mundo que se eleva sobre o povo de Deus: não será que se deformou nele a imagem de Deus e toda a verdade Dele? Eles têm a ciência, e a ciência tem apenas aquilo que é acessível aos sentidos. Ora, o mundo espiritual, a metade superior do ser humano, é rejeitada por completo, é expulsa jubilosamente, até com ódio. O mundo proclamou a liberdade, especialmente nos últimos tempos, e o que vemos na liberdade deles? Só escravidão e suicídio! Porque o mundo diz: "tens necessidades, portanto satisfá-las, porque tens os mesmos direitos que as pessoas mais nobres e mais ricas. Não temas satisfazê-las mas, inclusive, multiplica-as" – eis a doutrina actual do mundo. É nisso que eles vêm a liberdade. Então, o que resulta deste direito à multiplicação das necessidades? Entre os ricos, o isolamento e o suicídio espiritual, entre os pobres a inveja e o homicídio, porque os direitos foram dados, mas não foram indicados ainda os meios para satisfazê-los. Afirmam que o mundo fica cada vez mais unido, entra no convívio fraternal mediante a redução das distâncias, transmite ideias pelo ar. Infelizmente, não podemos acreditar nesta união das pessoas. Entendendo a liberdade como a multiplicação e a rápida satisfação das necessidades, deformam a sua natureza, porque geram em si muitos desejos, hábitos e invenções absurdos e estúpidos. Vivem apenas para ter inveja uns dos outros, para a intemperança e para a arrogância.

numa palestra de Zóssima

Volume I
página 377
Editorial Presença

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

sexta-feira, 31 de maio de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

Juízes 13
A vinda de um anjo para anunciar a uma mulher estéril que vai ter um filho demarca claramente este relato do surgimento de um novo libertador dos outros. Sansão é um exemplo intrigante de uma pessoa dominada por ambições carnais que, no entanto, é usado nos propósitos soberandos de Deus.

Juízes 14
Sansão é tipo de pessoa que, para justificar as suas acções, responde "porque me apetece"! E cultiva o prazer, bastante infantil, de manter as pessoas, sobretudo a sua mulher, em suspenso durante muito tempo, a tentar responder a um enigma. Mesmo assim, é um homem que Deus usa nos seus planos.

Juízes 15
Sansão é ofendido pelo seu sogro filisteu e acha logo que tudo o que fizer para se vingar será justificável. A motivação na sua luta contra os filisteus é só neste nível e, se dependesse dele, só iria dar origem a um ciclo vicioso de ofensas e vingança. Se Deus usa Sansão é sem que este tenha qualquer tipo de identificação real e consciente com os seus propósitos!

Juízes 16
Ficamos admirados com a ingenuidade de Sansão, que revela o seu segredo e segue até à sua derrota final, perante a insistência de uma mulher traiçoeira! Mas é comum os "homens fortes" deixarem-se dominar a este nível – o dos seus relacionamentos íntimos.

sábado, 18 de maio de 2013


Decretada a expulsão [dos judeus, de Portugal, em 1496], os locais de embarque eram apenas três: Porto Lisboa e Algarve. Levando ao limite a ideia de conversão já aplicada por duas vezes aos jovens e crianças, D. Manuel dava ordem para uma conversão total e forçada de todos os que esperavam embarque.
(…)
O grande resultado – a nível de análise histórica – deste fenómeno encontra-se, não só na brutalidade mental e psicológica do que aconteceu, mas nos problemas que lançou para um futuro próximo.
Antes desta conversão, a cristandade tinha um corpo estranho dentro de si. Depois desta pseudoconversão, a cristandade passa a ter dentro de si uma realidade que, não sendo cristã de facto, passa a ser legalmente encarada como tal, e por isso passível de enquadramento pelas entidades religiosas – entenda-se Santo Ofício. A nível exterior, o que passava a interessar não era o que cada um entendia sobre a sua pertença religiosa, mas sim o que as entidades opinavam; para estas, a situação era clara, se bem que muitas vezes contestada: bastava ser-se baptizado, mesmo que contra vontade, para se ser cristão; desta forma, sendo-se baptizado, podia ser-se considerado herege e, logicamente, receber punição por tal. A Inquisição, o Tribunal do Santo Ofício, irá desenvolver a sua acção neste “nicho legal”.

sábado, 20 de abril de 2013

William Law foi um escritor e místico inglês do século 18 que publicou uma obra informativa sobre John Wesley e o movimento de plantação da Igreja Metodista. Ele fez esta observação há muitos anos, o que atingiu na cara os seus contemporâneos, assim como provavelmente ainda acontece actualmente: "É muito interessante que não haja em todo o Evangelho uma só ordem sobre adoração em público; e talvez esta seja a tarefa menos reforçada de toda a Escritura. A presença de frequentadores nunca é mencionada no Novo Testamento, ao passo que religião ou devoção que deve governar as acções comuns da nossa vida é encontrada em quase todos os versículos da Escritura. Nosso abençoado Senhor e os seus discípulos estão honestamente ocupados com doutrinas que dizem respeito à vida diária".

página 69
Editorial Habacuc
Original: Organic Church

sexta-feira, 29 de março de 2013

Um dos bons exemplos desta situação é Zeitgeist, documentário-filme de 2007 produzido por Peter Joseph. Divulgado livremente na internet conseguiu obter dessa forma um sucesso mundial. A estratégia do documentário é transparente: atrair o público com uma série contínua de teorias altamente conspirativas. A que nos interessa neste momento é a primeira de todas, onde novamente as antigas teses mitológicas são apresentadas como uma novidade, de modo a concluir que a invenção da personagem de Cristo foi a primeira grande conspiração da nossa sociedade. Contudo, os erros e as falácias apresentadas são constantes, tal como é costume neste tipo de abordagens. Referências mitológicas misturam-se com fantasias do autor e relações impensáveis são defendidas com a maior naturalidade Após apresentar o astro Sol como o mais venerado pelas culturas e religiões antigas o autor comete o erro de chamar a Hórus o 'Messias solar', afirmação que deverá ter deixado estarrecido qualquer historiador de religiões. Messias, como temos visto é um título político-religioso que apenas faz sentido no judaísmo. Este erro que arrisca deitar por terra, logo de início, toda a credibilidade do documentário não é inofensivo pois pretende forçar a comparação entre Hórus e Cristo. É então que somos bombardeados com uma sucessão de falsidades: afirma que Hórus nasceu da virgem Isís quando, pelo contrário, esta havia sido casada com Osíris antes do nascimento de Hórus nascimento que só foi possível mediante uma relação sexual com penetração vaginal; afirma que o seu nascimento foi acompanhado de um sinal prévio através de uma estrela e por uma adoração de três reis, mas nada existe na mitologia egípcia que faça supor tal coisa; considera que Hórus obteve o baptismo aos 30, começando a partir daí o seu ministério, contudo, nenhuma destas referências pode ser aceite pois termos como 'baptismo' e 'ministérios' têm o seu contexto próprio e não fazem qualquer sentido no interior da cultura egípcia; apresenta-o como tendo 12 discípulos mas, na verdade, nenhum documento refere quaisquer 'discipulos' relacionados com Hórus, e muito menos 12; afirma ainda que Hórus teria ido traído, crucificado, sepultado por 3 dias e depois ressuscitado, contudo Hórus não ressuscitou passados 3 dias. Hórus ressuscita ciclicamente tal como muitos outros deuses pagãos associados aos eventos repetitivos da natureza, principalmente aos ciclos das colheitas. Esse tipo de ressurreição nada tem a ver com a dos evangelhos. A morte e ressurreição de Jesus é um evento único não repetível e só compreensível no contexto da fé judaica. Nem mesmo entre os mitos greco-romanos é possível enontrar semelhanças. Quanto a um Hórus traído, crucificado e sepultado, são simplesmente puras invenções do autor.

Edição do GBU Portugal
página 280

sexta-feira, 22 de março de 2013

terça-feira, 19 de março de 2013


Muitas vezes pensa-se que a tentação apela somente para aquilo que é mau no homem, para aquilo que é degradante e corrupto. Mas isso não é verdade. A tentação de Eva, bem como a tentação de Jesus, assim nos ensinou. Estudemos a tentação de Eva tendo em vista esta afirmação.
Em Génesis 3:6 está claro que o fruto proibido apelou para três desejos da parte de Eva, cada um dos quais é perfeitamente normal. O primeiro foi o apetite físico, ou o desejo de alimento. Viu Eva que a árvore era boa como alimento. Aparentava-se como boa comida. Certamente não há falta moral em desejar comer, tendo-se fome. Comer é em si mesmo, talvez um acto moralmente indiferente. Ordinariamente ao menos não é erro. Foi este desejo perfeitamente normal e natural, o desejo de alimentar-se, que o maligno usou para tentar Eva como também Jesus. Em seguida, a Palavra diz que viu Eva que a árvore era atraente aos olhos. Ele apelava ao sentido estético, ao belo. Desejar-se o que é bonito não é mau em si mesmo. Em seguida é dito que ela viu que a árvore devia ser desejada para fazer uma pessoa sábia. Apelou ao seu desejo de sabedoria. Este é também um desejo normalmente certo.
Assim o maligno tentou Eva apelando para três dos seus desejos perfeitamente normais em qualquer ser humano sadio. Em que consistiu então seu pecado? Em ter ela tentado satisfazer esses desejos naturais e normais de maneira errada, contrariamente à vontade de Deus.
Estas considerações nos ajudam a entender como a tentação faz o seu apelo através de desejos que, se satisfeitos de modo justo, são inteiramente normais e aceitáveis. É uma ideia absurda pensar-se que a tentação só apela para aquilo que é baixo e ignóbil. A tentação pode apelar para aquilo que é mais alto e melhor em nós. O pecado é perversão do bom e o pior pecado pode ser mesmo a perversão do melhor.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

São de veludo as palavras
 Daquele que finge que ama
 Ao desengano levo a vida
 A sorte a mim já não me chama

Vida tão só
 Vida tão estranha
 Meu coração tão maltratado
 Já nem chorar
 Me traz consolo
 Resta-me só um triste fado

 A gente vive na mentira
 Já não dá conta do que sente
 Antes sozinha toda a vida
 Que ter um coração que mente

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

A principal tarefa de nós, pastores, não é a comunicação, mas a comunhão. Existe no mundo uma enorme indústria de comunicações que produz palavras sem parar. Palavras são transmitidas pelo telefone e por telégrafo, pelo rádio e pela televisão, por satélite e por cabo, por jornais e revistas. Mas as palavras não são pessoais. Por trás dessa enorme indústria de comunicações está uma enorme mentira – que, se melhorarmos as comunicações, melhoraremos a vida. Isso ainda não aconteceu, nem acontecerá. Muitas vezes, quando descobrimos o que alguém "tem a dizer", gostamos menos delas, não mais. Comunicação melhor não melhorou as relações internacionais: mais do que nunca na História, sabemos mais uns sobre os outros como nações e religiões, e gostamos menos uns dos outros. Conselheiros sabem que quando os conjuges aprendem a comunicar com mais clareza, acontecem tantos divórcios quanto reconciliações. Palavras usadas como mera comunicação são palavras inferiores. O dom das palavras é para comunhão: uma parte do meu eu entrar numa parte do seu eu. Isso requer o risco da revelação, a coragem do envolvimento. No centro da comunhão há sacrifício. Agindo no centro, não usamos palavras para dar algo, mas para dar uma parte de nós.

Original: Under the Unpredictable Plant
Editora United Press
página 184