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Foi uma época gloriosa [os Descobrimentos] para Portugal, que conseguiu estabelecer várias colónias em África, mantendo boas relações com os soberanos das regiões submetidas. Assim, o pequeno reino português, com o seu domínio dos oceanos, teve acesso directo à Ásia e à África ocidental, obtendo riquezas incalculáveis ao longo de várias décadas.
Não obstante as boas relações com as suas colónias, chegou uma altura em que as exigências destas ultrapassaram a quantidade de rendimentos resultantes da comercialização de especiarias, particularmente a pimenta a favorita dos mercadores europeus – e a extracção de minerais. Esse facto obrigou o reino a contrair avultados empréstimos junto dos grandes banqueiros de Itália, Países Baixos, Alemanha, endividando-se pesadamente, enfraquecendo o seu poder e esgotando o tesouro público. (Este fenómeno é hoje muito bem entendido, atendendo ao exemplo dos países do Terceiro Mundo ou me vias de desenvolvimento. As dívidas ou compromissos contraídos com a Banca estrangeira atingem proporções tais que, com os rendimentos dos seus próprios recursos, não conseguem sequer pagar os juros que, anos após ano, resultam dos ditos empréstimos).

Comentários

Tiago Franco disse…
O nosso fado dívida...
Pedro Leal disse…
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro Leal disse…
A ironia da citação é que o livro de que foi retirada é sobre... naufrágios na costa sul-americana. Nada a ver, portanto. Mas quando fala de Portugal, numa breve introdução histórica à arte da navegação, lá aparece este retrato que tão bem conhecemos e não tem nada de novo.