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Mensagens

Juízes 13 A vinda de um anjo para anunciar a uma mulher estéril que vai ter um filho demarca claramente este relato do surgimento de um novo libertador dos outros. Sansão é um exemplo intrigante de uma pessoa dominada por ambições carnais que, no entanto, é usado nos propósitos soberandos de Deus. Juízes 14 Sansão é tipo de pessoa que, para justificar as suas acções, responde "porque me apetece"! E cultiva o prazer, bastante infantil, de manter as pessoas, sobretudo a sua mulher, em suspenso durante muito tempo, a tentar responder a um enigma. Mesmo assim, é um homem que Deus usa nos seus planos. Juízes 15 Sansão é ofendido pelo seu sogro filisteu e acha logo que tudo o que fizer para se vingar será justificável. A motivação na sua luta contra os filisteus é só neste nível e, se dependesse dele, só iria dar origem a um ciclo vicioso de ofensas e vingança. Se Deus usa Sansão é sem que este tenha qualquer tipo de identificação real e consciente com os seus propósitos! ...
Decretada a expulsão [dos judeus, de Portugal, em 1496], os locais de embarque eram apenas três: Porto Lisboa e Algarve. Levando ao limite a ideia de conversão já aplicada por duas vezes aos jovens e crianças, D. Manuel dava ordem para uma conversão total e forçada de todos os que esperavam embarque. (…) O grande resultado – a nível de análise histórica – deste fenómeno encontra-se, não só na brutalidade mental e psicológica do que aconteceu, mas nos problemas que lançou para um futuro próximo. Antes desta conversão, a cristandade tinha um corpo estranho dentro de si. Depois desta pseudoconversão, a cristandade passa a ter dentro de si uma realidade que, não sendo cristã de facto , passa a ser legalmente encarada como tal, e por isso passível de enquadramento pelas entidades religiosas – entenda-se Santo Ofício. A nível exterior, o que passava a interessar não era o que cada um entendia sobre a sua pertença religiosa, mas sim o que as entidades opinavam; para estas, a situação ...

Doutrinas que dizem respeito à vida diária

William Law foi um escritor e místico inglês do século 18 que publicou uma obra informativa sobre John Wesley e o movimento de plantação da Igreja Metodista. Ele fez esta observação há muitos anos, o que atingiu na cara os seus contemporâneos, assim como provavelmente ainda acontece actualmente: "É muito interessante que não haja em todo o Evangelho uma só ordem sobre adoração em público; e talvez esta seja a tarefa menos reforçada de toda a Escritura. A presença de frequentadores nunca é mencionada no Novo Testamento, ao passo que religião ou devoção que deve governar as acções comuns da nossa vida é encontrada em quase todos os versículos da Escritura. Nosso abençoado Senhor e os seus discípulos estão honestamente ocupados com doutrinas que dizem respeito à vida diária". página 69 Editorial Habacuc Original: Organic Church
Um dos bons exemplos desta situação é Zeitgeist, documentário-filme de 2007 produzido por Peter Joseph. Divulgado livremente na internet conseguiu obter dessa forma um sucesso mundial. A estratégia do documentário é transparente: atrair o público com uma série contínua de teorias altamente conspirativas. A que nos interessa neste momento é a primeira de todas, onde novamente as antigas teses mitológicas são apresentadas como uma novidade, de modo a concluir que a invenção da personagem de Cristo foi a primeira grande conspiração da nossa sociedade. Contudo, os erros e as falácias apresentadas são constantes, tal como é costume neste tipo de abordagens. Referências mitológicas misturam-se com fantasias do autor e relações impensáveis são defendidas com a maior naturalidade Após apresentar o astro Sol como o mais venerado pelas culturas e religiões antigas o autor comete o erro de chamar a Hórus o 'Messias solar', afirmação que deverá ter deixado estarrecido qualquer historiador ...
Partilhei com um colega nestes dias o facto de me ter irado com uma pessoa por quem sentia, e sinto, muito amor. Considerava que o descontrole das minhas emoções era de certa maneira um fracasso que não podia ajudar a pessoa nem abonava ao meu favor. O colega disse-me que em tempos a sua irmã se afastou da fé, envolvendo-se em situações de imoralidade sexual. Ele ficou revoltado. Certo dia agarrou a sua irmã pel o braço e falou-lhe com indignação. Ele sentiu que tinha «ultrapassado os limites» com ela e considerou, como eu, que a conversa tinha fracassado.Depois, quando a sua irmã voltou à fé, o meu colega citou as suas palavras que a sua irmã lhe disse: «Lembras-te do momento em que me agarraste o braço assim? Foi nesse momento que eu senti que me amavas de verdade. E isso ajudou-me a voltar».Deus queira que os meus «fracassos» também possam refletir um amor genuíno – que por vezes se tem que manifestar pela ira. Nestas situações o «silêncio diplomático» de certeza não vai servir de m...
Muitas vezes pensa-se que a tentação apela somente para aquilo que é mau no homem, para aquilo que é degradante e corrupto. Mas isso não é verdade. A tentação de Eva, bem como a tentação de Jesus, assim nos ensinou. Estudemos a tentação de Eva tendo em vista esta afirmação. Em Génesis 3:6 está claro que o fruto proibido apelou para três desejos da parte de Eva, cada um dos quais é perfeitamente normal. O primeiro foi o apetite físico, ou o desejo de alimento. Viu Eva que a árvore era boa como alimento. Aparentava-se como boa comida. Certamente não há falta moral em desejar comer, tendo-se fome. Comer é em si mesmo, talvez um acto moralmente indiferente. Ordinariamente ao menos não é erro. Foi este desejo perfeitamente normal e natural, o desejo de alimentar-se, que o maligno usou para tentar Eva como também Jesus. Em seguida, a Palavra diz que viu Eva que a árvore era atraente aos olhos. Ele apelava ao sentido estético, ao belo. Desejar-se o que é bonito não é mau em si mesmo. Em s...
São de veludo as palavras  Daquele que finge que ama  Ao desengano levo a vida  A sorte a mim já não me chama Vida tão só  Vida tão estranha  Meu coração tão maltratado  Já nem chorar  Me traz consolo  Resta-me só um triste fado  A gente vive na mentira  Já não dá conta do que sente  Antes sozinha toda a vida  Que ter um coração que mente
Os golfinhos e as baleias estavam em guerra. Como a luta se prolongava e tornava encarniçada, um cadoz (é um peixe pequeno) veio à superfície e tentou reconciliá-los. Então um golfinho, tomando a palavra, disse: "É menos humilhante, para nós, combater e morrer uns pelos outros que aceitar-te como mediador".Assim, há homens que nada valem, mas que, vivendo em épocas de agitação política, julgam que têm algum valor. Antologia de Poesia Grega Clássica Edições Afrontamento: Porto, 2011 página 438

Aqui dentro de casa

Foi há tantos anos, foi há dois mil anos Que vi no amor o meu Cristo  Que me mostraste um amor imprevisto  Que me falaste na pele e no corpo a sorrir  Meus olhos fechados, mudos, espantados  Te ouviram como se apagasses  A luz do dia ou a luta de classes  Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir  Mariazinha fui, em Marta me tornei  Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei  Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos  Meteste as minhas mãos à obra  E encontraste momentos de sobra  Para evitar que o meu corpo pensasse na vida  Meus olhos fechados, mudos e cansados  Não viam se verso, se prosa  O meu suor era o teu mar de rosas  Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti  Pegas-me na mão e falas do patrão  Que te paga um salário de fome  O teu patrão que te rouba o que come  Falas contigo sozinho para desabafar  Meus olhos parados, mudos e cansados  Não podem ouvir ...
A principal tarefa de nós, pastores, não é a comunicação, mas a comunhão. Existe no mundo uma enorme indústria de comunicações que produz palavras sem parar. Palavras são transmitidas pelo telefone e por telégrafo, pelo rádio e pela televisão, por satélite e por cabo, por jornais e revistas. Mas as palavras não são pessoais. Por trás dessa enorme indústria de comunicações está uma enorme mentira – que, se melhorarmos as comunicações, melhoraremos a vida. Isso ainda não aconteceu, nem acontecerá. Muitas vezes, quando descobrimos o que alguém "tem a dizer", gostamos menos delas, não mais. Comunicação melhor não melhorou as relações internacionais: mais do que nunca na História, sabemos mais uns sobre os outros como nações e religiões, e gostamos menos uns dos outros. Conselheiros sabem que quando os conjuges aprendem a comunicar com mais clareza, acontecem tantos divórcios quanto reconciliações. Palavras usadas como mera comunicação são palavras inferiores. O dom das palavras...
Por vezes, Senhor, somos tentados a dizer que se queríeis que nos comportássemos como os lírios do campo poderíeis ter-nos conferido uma organição mais semelhante à deles. Mas essa é, suponho, a vossa grande experiência. Ou não. Não uma experiência, posto que não necessitais de descobrir como as coisas são. Antes a vossa grande empresa. Criar um organismo que é também espírito. Criar esse terrível oxímoro, um 'animal espiritual'. Tomar um pobre primata, um bruto todo ele cheio de terminações nervosas, uma criatura com um estômago que exige que o encham, um animal reprodutor que anseia por acasalar, e dizer-lhe 'Vá, anda com isso. Torna-te um deus.' Original: A Grief Observed Editora Grifo página 130
De um lado a união mística. Do outro lado, a ressurreição da carne. Não consigo atingir um fantasma de imagem, uma fórmula ou mesmo um sentimento que as combine. Mas a realidade, como nos é dado compreender, consegue. A realidade, uma vez mais a iconoclasta. O Paraíso resolverá os nossos problemas mas não, penso eu, apresentando-nos subtis reconciliações entre todas as nossas noções aparentemente contraditórias. As noções ser-nos-ão todas violentamente retiradas debaixo dos pés. E veremos que afinal nunca houve qualquer problema. E, mais que uma vez, essa impressão que eu não sei descrever senão como o som de um riso no escuro. A sensação de que algo de esmagadora simplicidade é a verdadeira resposta. Original: A Grief Observed Editora Grifo página 128
Quando coloco estas questões perante Deus, fico sem resposta. Mas um tipo muito particular de 'sem resposta'. Não é a porta fechada. É antes como um olhar fixo sobre mim, silencioso, mas de modo algum desapiedado. Como se Ele abanasse a cabeça, não para recusar mas para ponderar a questão. Como 'Acalma-te, criança, tu não entendes'. Original: A Grief Observed Editora Grifo página 125
Estarei eu, por exemplo, a desviar-me sub-repticiamente para o lado de Deus por saber que, se existe uma estrada que conduza a H., tem de passar por Ele? Mas, claro, sei perfeitamente que ele não pode ser usado como estrada nenhuma. Se nos aproximamos d'Ele não como o destino mas como a estrada, não como o fim mas como os meios, não estamos realmente a aproximar-nos d'Ele de maneira nenhuma. Original: A Grief Observed Editora Grifo página 123
Eu nem sequer gosto de escrever. Acontece-me às vezes estar tão desesperado que me refugio no papel como quem se esconde para chorar. E o mais estranho é arrancar da minha angústia palavras de profunda reconciliação com a vida.
Went out on a limb Gone too far I broke down at the side of the road Stranded at the outskirts and sun's creepin' up Baby's in the backseat Still fast asleep Dreamin' of better days I don't want to call you but you're all I have to turn to What do you say When it's all gone away Baby I didn't mean to hurt you The truth spoke in whispers will tear you apart No matter how hard you resist it It never rains when you want it to You humble me lord Humble me lord I'm on my knees empty You humble me lord You humble me lord So please please please forgive me Baby teresa, she's got your eyes I see you all the time When she asks about her daddy I never know what to say  Heard you kicked the bottle And helped to build the church You carry an honest wage Is it true you have someone keeping you company
A maior prova da nossa fraqueza nos dias de hoje é que não há nada de espantoso ou misterioso acerca de nós. A Igreja foi desvendada – a evidência segura da sua derrocada. Temos pouco que não possa ser explanado pela psicologia ou pelas estatísticas. Na Igreja primitiva eles juntavam-se no pórtico de Salomão, e era tão imensa a sensação da presença de Deus que “ nenhum homem ousava juntar-se a eles ”. O mundo via fogo naquela sarça e retirava-se com temor; mas ninguém tem medo de cinzas. Hoje ousam achegar-se tanto quanto desejam. Até dão uma palmada amigável nas costas da noiva de Cristo e têm atitudes duma familiaridade grosseira. Se queremos mais uma vez impressionar os descrentes com o temor saudável do sobrenatural, precisamos de recuperar a dignidade do Espírito Santo; precisamos de conhecer de novo algo do mistério que inspira um deslumbramento que envolve as pessoas e as Igrejas quando estão cheias do poder de Deus.

Apenas podemos falar Dele através de imagens

Crombie disse que os teístas acreditam num mistério que excede a experiência, apesar de ele próprio detectar traços deste mistério na mesma. Além do mais, disse, os teístas defendem que a expressão da sua crença exige o uso de uma linguagem governada por regras paradoxais. Crombie observou que só podemos compreender enunciados religiosos se compreendermos as três proposições seguintes: os teístas acreditam que Deus é um ser transcendente e que as afirmações acercam de Deus se aplicam a Deus e não ao mundo; os teístas acreditam que Deus é transcendente e que, portanto, é algo que está para além da nossa compreensão; os teístas acreditam que sendo Deus um mistério, e posto que para atrair a atenção dos outros temos de falar de modo inteligível, apenas podemos falar Dele através de imagens. Os enunciados teológicos são imagens humanas de verdade divinas que podem unicamente ser expressas em parábolas. Original: There Is a God Deus Não Existe Editora Alêtheia página 52
Se te mostras, eu também me mostro a ti Não tenho a beleza que vejo em ti Se me encantas eu também te encanto a ti não tens a tristeza que se vê em mim se te mostras, eu também me mostro a ti eu também me mostro a ti Baby, vamos ter de nos juntar vamos ter de nos casar para sempre e eu quero ser o teu super-herói roubar um pedaço de céu para ti Se me esperas eu também espero por ti não tenho onde ir sem ser contigo se me admiras eu também te admiro a ti por tudo aquilo que tu significas se me adoras, eu também te adoro a ti eu também te adoro a ti Baby, eu já dependo de ti tu és super especial para mim e eu não vou esquecer-te nunca mais tu deixaste os teus sinais em mim
É que uma esposa perfeita contém tantas pessoas em si. O que não era H. para mim? Era minha filha e minha mãe minha pupila e minha mestra, minha súbdita e mina soberana. E sempre, reunindo todas essas numa, o meu fiel camarada, amigo, companheiro de bordo, irmão de armas. Minha amante, sim. Mas, ao mesmo tempo, tudo aquilo que qualquer amigo masculino (e tenho-os bons) alguma vez foi para mim. Talvez mais. Se nunca nos tivéssemos apaixonado nem por isso teríamos deixado de andar sempre juntos e dado origem a um escândalo. Era isso que eu pretendia significar quando, certa vez, a gabei pelas suas "virtudes masculinas". Mas ela logo pôs fim ao cumprimento, perguntando-me se me agradaria ser gabado pelas minhas virtudes femininas. Foi um bom contra-ataque, minha querida. (...) E a ti, tanto como a mim, agradava-te que existisse esse aspecto. E agradava-te que eu soubesse reconhecê-lo.  Salomão chama à ua noite "Irmã". Poderia uma mulher ser plenamente uma esposa se,...
Verdadeiramente bom é Deus para com Israel, para com os limpos de coração. Quanto a mim, os meus pés quase se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Pois eu tinha inveja dos soberbos, ao ver a prosperidade dos ímpios. Porque não há apertos na sua morte, mas firme está a sua força. Não se acham em trabalhos como outra gente, nem são afligidos como outros homens. Pelo que a soberba os cerca como um colar; vestem-se de violência como de um adorno. Os olhos deles estão inchados de gordura: superabundam as imaginações do seu coração. São corrompidos e tratam maliciosamente de opressão; falam arrogantemente. Erguem a sua boca contra os céus, e a sua língua percorre a terra. Pelo que o seu povo volta aqui, e águas de copo cheio se lhes espremem. E dizem: Como o sabe Deus? ou, há conhecimento no Altíssimo? Eis que estes são ímpios; e todavia estão sempre em segurança, e se lhes aumentam as riquezas. Na verdade que em vão tenho purificado o ...
Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inexcrutáveis os seus caminhos! Porque, quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele, eternamente. Amén. Romanos 11:33-36
Go to sleep you little babe Go to sleep you little babe Your mama's gone away and your daddy's gonna stay Didn't leave nobody but the baby Go to sleep you little babe Go to sleep you little babe Everybody's gone in the cotton and the corn Didn't leave nobody but the baby You're sweet little babe You're sweet little babe Honey in the rock and the sugar don't stop Gonna' bring a bottle to the baby Don't you weep pretty babe Don't you weep pretty babe She's long gone with her red shoes on Gonna' need another lovin' baby Go to sleep you little babe Go to sleep you little babe You and me and the Devil makes three Don't need no other lovin' baby Go to sleep you little babe Go to sleep you little babe Come and lay your bones on the alabaster stones And be my ever-lovin' baby Filme: O Brother Where Art Thou? Realizador: Irmão Cohen
Um dos atletas mais interessantes que entrevistei foi o Reverendo William Ashley (Billy) Sunday, o jogador de basebol de segunda divisão que se tornou no evangelista mais estrondoso da Cristandade. (…) Na tarde em que o vi, estava deitado no seu quarto no Salisbury Hotel a reunir forças para o sermão da pregação à antiga maneira que pensava fazer nessa noite na Igreja Baptista do Calvário (…) «É verdade», disse o Sr. Sunday. «Outra visita foi Mickey Welch, que há muitos anos foi lançador do New York Giants. Na verdade verdadinha, ele deixou de jogar em 1892. Joguei contra ele muitas vezes. Trouxe à baila a história de uma vez em que eu estava inscrito para uma corrida contra Arlie Latham, o homem mais rápido da equipa de St. Louis. Eu era o mais rápido da equipa de Chicago, claro. Bem, mas entretanto eu tinha-me convertido na Missão Pacific Garden, em Chicago. Por isso fiquei desanimadíssimo, como cristão praticante que sou, quando ouvi dizer que a corrida se ia fazer numa tarde...
O que é tremendo é que um Deus de perfeita bondade pouco menos terrível seria, neste contexto, que um Sádico Cósmico. Quanto mais acreditamos que Deus fere apenas para curar, menos podemos acreditar que sirva de alguma coisa rogar-Lhe brandura. Um homem cruel podia ser comprado, podia cansar-se de tão vil prazer, podia ter um ataque temporário de piedade, como os alcoólicos têm ataques de sobriedade. Mas suponhamos que estamos perante um cirurgião cujas intenções são as melhores possíveis. Quanto mais bondoso e consciencioso for, tanto mais inexoravelmente continuará a cortar. Se ele cedesse aos nossos rogos, se parasse antes de a operação estar acabada, toda a dor sofrida até esse ponto teria sido inútil. Mas será crível que tais extremos de tortura nos sejam necessários? Bem, a escolha é nossa. As torturas acontecem. Se são desnecessárias, então Deus não existe ou é um Deus cruel. Se existe um Deus de bondade, então essas torturas são necessárias. Porque nenhum Ser, ainda que modera...
No dia em que terminei de escrever a minha tese de doutorado, enviei o manuscrito para um colega. E pedi uma opinião sincera. Três dias volvidos, ele respondeu: "Você vai ser fuzilado pela banca". O problema estava na qualidade do texto. A tese estava bem escrita. Pior: bem escrita e totalmente compreensível. Eu tinha cometido uma heresia nas ciências sociais: escrever uma tese de doutorado com o propósito honesto de ser lido e compreendido. Sugestão dele para evitar o desastre: reescrever o texto e transformar cada parágrafo em paralelepípedo. Lembro essa história agora por dois motivos. Primeiro, porque Barton Swaim escreve na "Weekly Standard" sobre a qualidade da prosa acadêmica. Qualidade atroz, entenda-se. Por que motivo a fauna universitária faz um esforço tão tortuoso para ser tortuosa? Swaim arrisca três hipóteses. Para começar, as humanidades vivem o complexo de inferioridade que as atormenta desde o século 18, quando as ciências naturais deram o seu salt...